::Editorial::
Por que avaliação externa?
Foi a partir da percepção de que a escola não estava acompanhando os novos tempos e o advento das novas tecnologias, que os países desenvolvidos iniciaram processos de avaliação externa, procurando identificar competências básicas a serem alcançadas pelos alunos em cada etapa da escolaridade.
Não há mais como falar em desenvolvimento sem que se coloque a educação como questão central.
Já vencemos uma batalha no Ensino Fundamental, a do acesso, mas há outras – e importantíssimas – a travar e que dependem, em grande parte, da capacidade de integração de cada escola com a comunidade e com o sistema educacional em que está inserida e da sua condição de planejamento e de tomada de decisões: a permanência, o sucesso e a conclusão do EF, primeira etapa para a universalização da Educação Básica, único caminho para que cada cidadão brasileiro possa buscar a dignidade do trabalho e enfrentar a complexidade do mundo atual.
As provas de avaliação externa se difundiram e, no Brasil, vêm sendo aplicadas e aperfeiçoadas desde 1990, através do SAEB, por amostragem, e, depois, pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, a Prova Brasil, que vem sendo aplicada em todas as escolas públicas urbanas do país com mais de 30 alunos, nas quartas e oitavas séries.
Os estados passaram a organizar seus próprios sistemas de avaliação e o Rio Grande do Sul, através do SAERS – Sistema de Avaliação do RS – em 2005, aplicou provas nas segundas e quintas séries das escolas municipais e estaduais, com a particularidade da inclusão das escolas da zona rural e a disponibilização dos instrumentos de avaliação aos professores.
Recentemente, foi divulgado pelo MEC, para cada escola, o índice que se obtém do cruzamento de resultados de fluxo escolar com resultados de desempenho, IDEB – Indice de Desenvolvimento da Educação Básica - o que possibilitou, também, resultados gerais de desempenho escolar por estado e por município.
Nossas escolas tomaram conhecimento do nível em que se encontram seus alunos em relação ao esperado; analisaram os diversos indicadores; discutiram e avaliaram os resultados e puderam, assim, identificar fatores internos e externos que vem incidindo sobre o processo de ensino-aprendizagem.
Sabemos que a avaliação não aponta a solução, mas mostra o problema e deve levar à busca de alternativas, à tomadas de decisão e a mudanças de ação.
Esta edição da Conexão SMED tem como finalidade apresentar relatos e depoimentos de boas práticas educacionais das escolas municipais de Caxias do Sul que obtiveram bom resultado nas avaliações externas, analisar os fatores de bom desempenho e permitir a socialização das experiências que vêm dando certo. São os bons exemplos e a comunicação entre escolas e professores que nos permitirão ampliar a visão pedagógica, bem como a compreensão e o significado da função social da escola.
Nelcy Rosa Casara
Secretária Municipal de Educação de Caxias do Sul / RS


